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Tiro no pé, Fordlândia será retratada em filme

29/08/2012 - 10:25 - Ford para Todos
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Nesta foto da época, as casas do estilo americano. Elas ainda estão abandonadas na Amazônia

O livro de Greg Grandin, “Fordlândia: Ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na Selva”, será adaptado para o cinema pela produtora River Road Entertainment, responsável pelo clássico “A Árvore da Vida”, com roteiro de Bem Coccio. O livro, que foi finalista do Prêmio Pulitzer, em 2010, conta os planos frustrados de Ford de implantar um projeto em plena selva amazônica, onde pretendia implantar suas ideias capitalistas industriais e plantar seringueiras para a produção de látex e, com a seiva, produzir borracha e pneus para seus carros.

As informações sobre o filme, que pretende mostrar todo o processo de implantação da cultura americana, em plena floresta amazônica, que trouxe progresso para a região, mas não vingou como projeto economicamente viável, são do site Hollywood Reporter.

A história se passa no auge da Ford Motor Company, em 1927, quando Henry Ford sonhou com uma Ford tropical. O magnata comprou uma área de 14.568 km², próxima a cidade de Santarém, no estado do Pará, às margens do Rio Tapajos.

Batizada de Fordlândia, o projeto pretendia tornar a Ford independente da borracha produzida na Malásia, colônia britânica na época. Assim, foram construídos centros urbanos, com muitas casas no estilo americano, restaurantes, cinemas etc, cujas ruínas ainda estão em pé.

No momento, esta em fase final o projeto de tombamento da região pelo seu valor histórico e social que pôs em confronto as culturas americana e brasileira. O desenrolar da história se tornou uma espécie de mini Vietnã. Isso, porque, os americanos que vieram de uma civilização avançada como a região de Detroit e Chicago, quase não tinham ideia do que é uma selva tropical de verdade, não, as encomendadas por Hollywood para filmes de aventuras.

A terra comprada era infértil e pedregosa e nenhum dos que para cá vieram, para administrar o empreendimento, tinha experiência em agricultura equatorial. As seringueiras foram plantadas muito próximas uma das outras e foram presa fácil para pragas que dizimaram as árvores.

O sonho se tornou pesadelo e lá se foram 30 milhões de dólares de prejuízo.

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